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12 desejos de 12 músicos para 2021

2020 foi um ano difícil para todos e 2021 chegou com alguns sinais de esperança. Quisemos conhecer os desejos de 12 músicos para este ano.

04 janeiro 2021, 12:49

 

2020 não foi pêra doce e haverá pouca gente no mundo que não tenha sofrido os danos, colaterais ou não, da pandemia que trocou as voltas à normalidade e mudou as rotinas sociais. 

Na viragem de ano, e com a palavra esperança na ponta da língua, quisemos saber quais os desejos de 12 músicos para 2021. Saúde, paz, amor, afeto, o regresso gradual à normalidade e ver as salas de espetáculo cheias de gente foram os mais repetidos. 

Pode ler ou ouvir a lista de desejos aqui: 

Jorge Palma deseja um ano bom para todos

Quero desejar um ano novo bom. Melhor que este com certeza. Para os músicos, para os artistas em geral, para toda a gente que está a trabalhar na frente de combate. É só isso. Um 2021 bom para todos nós.
 

 

Rui Reininho e o desejo ilimitado de voltar a estar no palco, com as pessoas 

Como muitos outros, tivemos [GNR] os nossos cancelamentos. Infelizmente, o ano de 2021 também não entrou muito bem porque tivemos um adiamento no dia 2 [de janeiro], isto em termos de GNR limitada. Mas o nosso desejo ilimitado é estar outra vez com as pessoas e o mais breve possível. Com certeza que será com um sorriso nos lábios que vamos voltar a estar mais perto das pessoas, a espreitar por debaixo das máscaras. Desejamos um pouco mais de solidariedade para com todos os artistas portugueses e não só. Um grande abraço, com e sem máscara, com e sem camisa, de peito feito, de tronco nu, em topless, popless e rock n' roll, sempre. 
 

 

Lena d'Água espera que 2020 tenha sido um ano de aprendizagem

Desejo um 2021 melhor que 2020. Creio que não será muito difícil. Quanto à parte que nos toca [aos músicos], espero que se confirmem as datas que estão agendadas e que nos fazem muito felizes. Somos uns sortudos porque temos uma série de concertos marcados até dezembro, sobretudo em teatros mas não só. Finalmente, irei cantar à minha terra, que é Benfica, nas festas grandes de junho. Espero que tenhamos aprendido alguma coisa e que possamos ir levando isto.
 

 

António Manuel Ribeiro, o homem dos UHF, quer voltar a ouvir palmas e sentir a alegria dos concertos

Para 2021, enquanto músico, quero voltar a ouvir palmas e aquele coro intenso que os espetáculos têm. É o que nos dá alegria, força e ânimo. Sei que quando isso acontece estamos todos melhor. Sei que precisamos de ficar francamente melhor, sem medo e sem pânico. A música ajuda. A música vai ajudar este país a voltar ao seu estado normal e natural.
 


 
Rui Pregal da Cunha, ex-Heróis do Mar, quer que voltemos a abraçar, beijar, dançar e viajar

Na troca das passas, à meia-noite, desejo sempre, e acima de tudo, saúde para quem eu amo, para os meus amigos e conhecidos. Saúde é a primeira coisa. Este ano, como foi muito atípico, o que desejo, além da saúde, é que possamos voltar a abraçar-nos, a beijar-nos, a dançar com a música aos gritos e que possamos viajar.
 

 

David Fonseca deseja esperança, paz, amor e saúde 

Quero desejar a todos um grande ano de 2021. 2021 parece um número quase futurista. Tal como 2020, 2021 parece algo vindo de um filme. O filme que vivemos em 2020 foi um pouco estranho e difícil. Espero que 2021 traga muita esperança, muita paz, muito amor e muita saúde. É o que se espera para 2021. Que seja um ano mais fácil e que sobretudo abra caminho para perseguirmos as coisas que queremos fazer, os nossos sonhos e as nossas ambições. Espero que nos possamos encontrar mais vezes em 2021.
 

 

Carlão quer o regresso à normalidade

O meu desejo para 2021 deve ser algo comum a muita gente que é o regresso à normalidade. 2020 foi um annus horribilis para toda a gente e eu não sou exceção. O meu meio foi muito afetado. Fiquei impedido de fazer aquilo que gosto de fazer. Financeira e mentalmente isto rebentou com muita malta. No meio disto tudo tenho muita sorte , vou conseguindo passar pelas gotas da chuva, mas há muita gente que não está na mesma situação que eu, nem pouco mais ou menos. O que gostava que acontecesse em 2021 era que as coisas voltassem à normalidade.

 

Carminho quer que não abdiquemos dos gestos e dos afetos

Um dos meus desejos é que não abdiquemos dos gestos e dos afetos para com os outros. Temos sido obrigados a retrair essa atenção e esse gesto mais prático em relação ao outro. Muitas vezes isso pode mudar a vida de uma pessoa. Um sorriso, um abraço. Desejo que nos reinventemos mas que não desistamos deste afeto. Vão a salas de espetáculo, aos museus e apoiem a nossa cultura. 

 


António Zambujo anseia por poder atuar para salas cheias de gente

O meu desejo para 2021 é que tudo vá voltando, gradualmente, ao normal. No caso dos artistas desejo que possamos tocar novamente para casas cheias de gente, todos em segurança e com saúde. Desejo que esta vacina nos traga, a pouco e pouco, a solução para todo este flagelo da pandemia. 
 

 

Fernando Ribeiro, homem dos Moonspell, deseja um ano sem preconceito, sem violência e com menos divisão

É a pergunta de 1 milhão de euros. Quero um ano sem máscaras e não me refiro só às máscaras que temos de usar para a segurança de todos. Desejo um ano em que o distanciamento social de torne proximidade, com menos preconceito, menos divisão, menos violência. Desejo um ano que efetivamente valha a pena para compensar o tempo perdido que foi este ano.
 

 

Nuno Gonçalves, dos Gift, espera que seja a entrada numa década em grande   

Se os concertos que estavam marcados para 2020 forem reagendados para 2021, vamos [The Gift] ter um ano em cheio. [Se isso acontecer], metade das nossas preocupações ficam resolvidas. Estamos muito entusiasmados com esses concertos porque também vão ser transmitidos na nossa aplicação [REV]. Isso faz com que estejamos ainda mais próximos das pessoas. Vejo 2021 como o primeiro ano. Tivemos um ano zero em que não entrámos na faculdade porque tivemos más notas. Agora vamos finalmente entrar na faculdade e entrar numa década que, creio eu, vai ser em grande. 

 


Paulo Furtado deseja mais contacto humano e salas de espetáculo cheias  

Quero que as pessoas possam voltar a estar suadas dentro de um clube, a dançar e a sentir a música seja ela qual for. Falamos dos anos 20 do século passado como os anos loucos, acho que, se o vírus acabar este ano, os anos loucos vão ser agora. As pessoas estão sedentas de liberdade, de se divertirem e de estarem umas com as outras, de contacto humano, de tudo o que nos foi retirado desde março deste ano.